A religião origina-se do sentimento de abandono que não fica restrita somente ao período da infância, mas se estende ao longo da vida adulta, produzindo uma carência de um pai protetor, o que se projeta em um Deus provedor. A partir da psicanálise de Freud, notou-se a importância da fé para o indivíduo, e que as regras impostas pela religião corroboravam para que fosse possível viver em sociedade. Assim, esta pesquisa teve como objetivo apontar as similaridades existentes entre a teoria de Freud e o que é apresentado pelo apóstolo Paulo na Bíblia Sagrada, analisando a renúncia da satisfação das pulsões. A religião propõe ao sujeito seguir seus mandamentos, o que exige do mesmo a renúncia de suas satisfações. Dentro desta perspectiva, o apóstolo Paulo cita a palavra concupiscências, que se relaciona com a sexualidade, desejos que se opõem à instância ordenadora, denominados os ‘desejos da carne’. Com isso, Pfister associa a concupiscência às pulsões reprimidas, e afirma que vários indivíduos buscam na religião uma proteção das ameaças que as pulsões sexuais e agressivas impõem. No que concerne aos conflitos pulsionais e à vida cristã, a religião é uma força social de grande relevância, mas também é uma fonte de preconceitos sociais, que geram sofrimento. O estudo evidenciou que o indivíduo que decide viver o Evangelho passará por conflito de renúncia de suas pulsões e seus desejos para que se alcance a plenitude de um relacionamento com Cristo.
Curso
Psicologia
Cidade
Ubá
Data
30 de dezembro de 2023
Título
Teoria das pulsões em Freud e a renúncia do apóstolo Paulo